quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pão com poesia



Já estava nascendo em mim
Outro sentimento desconhecido.

E é interessante.

Escutava-se no silêncio
Uma essência abstrata

Era a de minha vida se partindo
Para uma nova transformação.
Quem sabe, superação.

Mas existe sempre uma coisa ausente.
Aqui, dentro de mim.

Eu, sendo o que sou, e procurando tornar-me uma pessoa que ainda nãoousei ser.
Gozo a euforia desse voo em mim.

Sei que medos contemporâneos sempre vão existir.

Mas, eu tenho uma razão de viver,
Que me sustenta.
E que me faz capaz de suportar qualquer coisa.

Agarro-me a ela.
E não preciso de mais nada.

Sra. Vida, pode continuar me testando.
Que eu continuarei dando graças.

Vou ali comer um pão com poesia.
Já volto!
(Marília Felix)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A cada passo, um agradecimento!



Costumava olhar para o que me faltava,
Para as coisas que eu não tinha,
Coisas que eu não precisava ter.

Agora, passei a olhar, com delicadeza,
Para aquilo que eu tenho.
Que, de verdade, eu preciso.

Em tão alto grau, me recordo, e me comovo.
Mas graças a Deus, a vida é generosa até com os ingratos.
Pena que eles não percebem.

Na verdade, “há muito mais a agradecer do que a pedir”.
Há muito mais a sonhar do que reclamar.

A cada passo, um agradecimento.

A alegria, muitas vezes, atravessa nosso o olhar
Para poder chegar ao coração.

E a gratidão,
É um sentimento que abraça as pessoas
Com essa capacidade de enxergar o é preciso.

“Eu agradeço!”
 Marília Felix

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Labirintos cotidianos


Alguém se perdeu pelo caminho,  
Na rotina dos labirintos cotidianos,
Na pressa do dia a dia.

Alguém se perdeu no comodismo,
No conformo do sofá,
Na maciez da coberta.

Algo ficou para trás,
Não foi minha culpa.
Nem sua.

Abra os seus olhos
E olhe ao seu redor
Encontre as suas razões
Elas se espalham por todos os lados

Restam-me apenas olhos vermelhos
Olhos direcionados para o chão
Desconheço este vazio ao meu lado

Eu já estou perdida por dentro
Você secou todas as minhas lágrimas
Você livrou todos os meus medos
Mas por que você foi embora?

Aqui
Neste caminho
Começo a sentir saudades
Saudades suas
Saudades de mim mesma.

By Marília Felix e Rosamaria Roma

sábado, 31 de março de 2012

Amour...


Amor talvez seja isso...
Entender o que o outro sente,
Mesmo quando ele não está ali.

É permitir a serenidade de se sentir companheira, amada e feliz.
É olhar, aceitar, dar e perder.

Amar é bem e riqueza.
Não se limita nas palavras.
Palavras sem gestos, não edificam.

Amor que é amor,
Vem com asas.
E nos chama: vem, voa comigo!

Porque o infinito não acaba.
É sempre.
É você.

  1/2 beijo,
Marília Felix

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cobertor de orelha


Tem dias
Que bate uma saudade
De um afago maior
Pra aquecer
Aquele friozinho no coração.

É uma friagem
Que nenhum cobertor é capaz matar.

É necessário colo.
Pele a pele.
Orelha a orelha.

Aquela sensação de cumplicidade mútua
Ao entrelaçar as mãos
E deixar,
O sorriso brotar no rosto.

Palavras são dispensáveis
Porque um já sabe o que o outro precisa
Apenas em um olhar.
Marília Felix

quinta-feira, 8 de março de 2012

"O que desejamos não se diz, se arde!"

Dor, susto, drama e tragédia, a gente nasce sabendo.
Saber ser feliz exige décadas para entender 
e, ao mesmo tempo, pede tão pouco.

(Fabrício Carpinejar)
 

Sim, arde!
E só a gente sabe.
Que é possível transformar as lágrima em felicidade.
Quiça pular cancelas em buscar de novos horizontes.
Há muitos cômodos inexplorados dentro de nós.
Por vezes, é urgente derrubar as barreiras,
Engolir o choro,
Hidratar no riso,
E viver.

[-eu quero]
Marília Felix

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pontos de exclamação


Muitas vezes, de forma comum e complexa,
Podemos até parecer insignificante para uns.
Mas somos o mundo de outros!

Ser o outro no outro.

Quando amamos alguém,
Passamos a ser algo do outro.

A ter olhos tagarelas.
Respirar poesias.
Tecer paisagens.
E colocar pontos de exclamação!

Sim!
'É preciso exclamar para que os sonhos não se cansem.'
Para que o amor não descanse.

Para que as palavras vão bóiem, ao acaso das correntes.
Versos líquidos, num idioma desconhecido.
E vai inundando por inteiro...

A colocar os pontos de exclamação.
Porque se eu tenho mesmo um coração,
Este, sim, é pura emoção!
 Marília Felix

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

#Devaneio II



Todos temos asas!
Podemos voar além do infinito...
As nossas vontades tem a força de mil asas.
E nos levam longe.

Vem voar comigo?

Abraceijos, da Mari
**  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Re - colhendo

_ Estás chorando?
_ Não, eu estou transbordando de amor.

Em Morangos Mofados (Caio F. Abreu)

Eu sempre quis entender certas coisas na vida.
De onde vinha tanta emoção, tanta loucura...

Dor, drama, susto e tragédia, eu já nasci sabendo.
E como diria Carpinejar: “beber as próprias lágrimas hidrata o riso!”
 
Estou alegre de amor, só choro poucas lágrimas.
 
Acho que, pensando bem, eu não estou triste.
Eu estou me recolhendo.

[pra você]


Marília Felix

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Overdose de vida

Nosso maior diferencial não é a razão, e sim, o coração!

Por essência, é criar beleza!
É rascunho pra passar a limpo.
Armadilha medidora de fé!

É trazer as melhores coisas, sempre.
Expelir pela pele, pela alma.
Quiçá uma luz que irradia nosso rumo.

O desejo é o que dá sentido a vida.

No que diz respeito ao coração,
Não há como se amar em pequena proporção.

Exagerada e intensa!

Overdose.

De vida, amor e plena felicidade! 

 Marília Felix

domingo, 29 de janeiro de 2012

Catedral de palavras


Eu não estou chorando. Eu apenas estou com meus olhos umedecidos. E por trás do meu sorriso exagerado, eu sou apenas silêncio constante. É como você estar presa em gotas de lágrimas diárias. Eu não entendo. E sei que na vida, existem coisas que se dilatam na medida em que rasgamos o véu do invisível. Certas coisas a gente tem que aceitar sem fazer cara feia. Mesmo sendo _eu, Mari_ uma catedral de palavras, é no silêncio que meus sentimentos gritam. Até mesmo uma meiguice que não se vê, se sente. E minhas palavras tornam-se fumaça no vento, não as alcanço, não as toco, faltam-me...

Marília Felix

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Em partes

Uma parte de mim
É silencio profundo,
Outra parte é grito,
Que esgota aos meus ouvidos.

Uma parte de mim
É mundo, às vezes, sem fundo.
Outra parte é nada,
Vazio na estrada.

Uma parte de mim
É só palavra.
Palavra que vaza.
Outra parte,
É poesia, pura alegria.

Uma parte de mim
É delírio, vertigem.
Outra parte,
É realidade.

Uma parte de mim
É linguagem, traduzir-se uma parte.
Em outra parte,
Não se sabe.

Uma parte de mim
Pesa. Quebra .
Outra parte, pondera.

Uma parte de mim
É você, é querer.
E, a outra,
Também!


Marília Felix

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Memoirs


Temos um pacto.
Daqueles que não se podem quebrar.
Entre nós, fala-se sobre tudo.
Não há segredos incômodos.
Tudo o que é importante o outro saber, o outro sabe.
É assim que acontece.
O que não faz sentido saber fica guardado.
São memórias.
Recordações que devem ser preservadas no íntimo de cada um.
Sem receios.
Tudo o que faz parte do passado, está lá atrás.
Sem ser apagado, mas arrumado nas devidas gavetas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cadeia de abraços

“Abraçar é dizer com as mãos o que a boca não consegue.
Porque nem sempre existe palavra para dizer tudo.”


É forma incondicional.
Forma de dois ou vários corações se encontrarem.
E tudo o que você sente se dissolve…

Não é preciso palavras.
Deixa-se que os olhos falem e guardam-se os lábios para os beijos.
E seu efeito terapêutico será inegável!

É uma simplicidade de apego,
Na timidez de um encontro,
Quiçá o melhor lugar do mundo.

O paraíso que sempre sonhamos em conhecer.

Cadeia de abraços!
De tantas coisas boas juntas.
Coisas grandes, ricas, fortes e mágicas.

É só abrir os braços e o coração!

Texto original no Retratos da Alma, 13 de outubro de 2011

Marília Felix

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Devaneios por um coração poliedro

Meu anjo de asas degradés.
Cobre-me com teu véu de luz.
Deixa a luz dos teus olhos atravessar os meus e faz deles tua moradia.

E assim me habita!

(Lídia Martins, a Pipa)


Minha pequena borboleta das asas diáfanas...
Pousa seu encanto nos meus dias,
Abre meu sorriso tão facilmente quanto o bater suave das tuas asas,
Leve, linda e solta pelo céu azul sem nuvens
E brinca no éter do espaço, entrepondo-se à luz do sol
Um ponto brilhante, um pedaço da eternidade
Congelado no espaço de um único lindo instante
Só meu, porque outros poderiam ver
Mas este ponto de vista é único e exclusivo de mim
Beijo e encanto é o seu pouso no meu rosto, na minha pele
E o simples existir de você é suficiente
Pra o mundo ser um lugar muito mais feliz.

Marília Felix (em partes)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Infinito vezes dois!

Ela diz: _ O fato é que já não sou, se não tenho você!
Ele diz: _ Quero tanto que o nosso amor dure pra sempre, umas duas vezes...


 

Marília Felix

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pensar é estar doente dos olhos


O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914