sexta-feira, 20 de abril de 2012

Labirintos cotidianos


Alguém se perdeu pelo caminho,  
Na rotina dos labirintos cotidianos,
Na pressa do dia a dia.

Alguém se perdeu no comodismo,
No conformo do sofá,
Na maciez da coberta.

Algo ficou para trás,
Não foi minha culpa.
Nem sua.

Abra os seus olhos
E olhe ao seu redor
Encontre as suas razões
Elas se espalham por todos os lados

Restam-me apenas olhos vermelhos
Olhos direcionados para o chão
Desconheço este vazio ao meu lado

Eu já estou perdida por dentro
Você secou todas as minhas lágrimas
Você livrou todos os meus medos
Mas por que você foi embora?

Aqui
Neste caminho
Começo a sentir saudades
Saudades suas
Saudades de mim mesma.

By Marília Felix e Rosamaria Roma

14 comentários:

  1. Ficou lindissimo querido um bom fim de semana pra você!

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    1. Bom findi pra ti também, Marcia.

      Obrigada!

      Beijos!

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  2. Olhando para trás jamais teremos respostas.

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    1. Gosto dos teus comentários, poeta.

      Te leio, logo, reflito.

      :)

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  3. Que lindo, meninas!

    As vezes eu me perco, Mari.

    Saudade daqui! Beijo!

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  4. Perfeito !!!
    Restam-me apenas os olhos vermelhos...

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  5. E parece q vai embora tbm uma parte de nós.. saudada, pq dói tanto???

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    1. às vezes, tem que doer mesmo.

      ...pra gente aprender.

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  6. Que linda poesia... Linda mesmo, parabéns!

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    1. Obrigada, Thiago.

      Nem sei o que falar dos seus poemas.
      Perfeitos para mim.

      Você tem uma sensibilidade incrível.
      Acho lindo.

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  7. Excelente título. E todo poema a quatro mãos é digno de aplausos.

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'Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?'