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quinta-feira, 8 de março de 2012

"O que desejamos não se diz, se arde!"

Dor, susto, drama e tragédia, a gente nasce sabendo.
Saber ser feliz exige décadas para entender 
e, ao mesmo tempo, pede tão pouco.

(Fabrício Carpinejar)
 

Sim, arde!
E só a gente sabe.
Que é possível transformar as lágrima em felicidade.
Quiça pular cancelas em buscar de novos horizontes.
Há muitos cômodos inexplorados dentro de nós.
Por vezes, é urgente derrubar as barreiras,
Engolir o choro,
Hidratar no riso,
E viver.

[-eu quero]
Marília Felix

domingo, 29 de janeiro de 2012

Catedral de palavras


Eu não estou chorando. Eu apenas estou com meus olhos umedecidos. E por trás do meu sorriso exagerado, eu sou apenas silêncio constante. É como você estar presa em gotas de lágrimas diárias. Eu não entendo. E sei que na vida, existem coisas que se dilatam na medida em que rasgamos o véu do invisível. Certas coisas a gente tem que aceitar sem fazer cara feia. Mesmo sendo _eu, Mari_ uma catedral de palavras, é no silêncio que meus sentimentos gritam. Até mesmo uma meiguice que não se vê, se sente. E minhas palavras tornam-se fumaça no vento, não as alcanço, não as toco, faltam-me...

Marília Felix