domingo, 25 de setembro de 2016

Palavras perdidas ao início do capítulo


           
Hoje tive uma imensa vontade de amanhecer por dentro, e com isso acordar aquele sentimento doce e sereno que foi um dia o nosso amor.
E eu lembrei daquela carta que você escreveu quando eu tinha 22 anos, aquela que falava que eu era diferente de tudo o que você tinha visto, sentido e desejado.
Sim, esta mesma que você engolia as virgulas pensando que elas eram desnecessárias ao que estávamos vivendo no momento.
Você dizia em palavras simples que eu te fazia bem e que pelo seu próprio bem você jamais queria sair de perto de mim. Como não lembrar daquela cena linda e não me apaixonar novamente?
Uma doce vontade de suportar a normalidade da vida e saí pelo mundo a fora, ultrapassando-me. Em um desfile de predicados, em que a parada da vida é o recomeço e a saída é uma vontade inventada, eu me encontro nestes devaneios de hoje vivendo um amor de primavera.
É um querer que vai além. Que não se sabe aonde chega. Palavras perdidas ao início do capítulo. Mas chega uma hora em que você sabe que ninguém sai da vida inteiro. O que você precisa aprender é ter paciência, dar um tempo e ter seu próprio tempo.
Porque as coisas são como devem ser. Mas, na hora certa. Na hora em que sorrimos pro outro, e enxergamos o olhar de Deus cogitado em nosso coração!
Sim, é assim que eu te vejo. É assim que eu quero te ver sempre. Hoje, mesmo que eu muitas vezes me sacie de músicas, café, séries e textos possa dizer que há necessidade de um abraço quente. Não um abraço qualquer. Digo, um abraço de amor. Dilacerado na certeza de que a eternidade entre nossos olhos existe.
A cada novo momento de nós sinto que uma parte nova se soma, uma parte velha se solta. Há pedaços lindos que eu amo, há pedaços faltando que estamos incompletos. Mas isso não tem importância, não estar finalizado em que nós somos nos dá opção de ser quem podemos ser.
Nos dá a chance de ser cada vez, melhor.

(Marília Felix)
25/09/2016

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Atemporal


Por favor, não me peça para esperar,
Não me analise, não fique procurando cada defeito meu...

No coração, o tempo não tem ritmo,
O tempo não comanda.
A felicidade se designa na certeza do ‘para sempre’, do insaciável.

Você entende o que o outro sente, mesmo quando ele não está ali.

Amor é tempo de inconstâncias.
Por essência, é criar belezas.

É voltar no tempo.
É estar no tempo certo.

Quiçá, é fazer escolhas.
As melhores, de preferência!

No amor não existe prazo de validade.
Amor é atemporal!
Ele excede o tempo, no passado, no presente e no futuro.

(Marília Felix)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Reservas


Quando a gente ama, a gente cuida!
Às vezes mais do que necessitaria.
Por que as vontades nunca satisfazem.

No amor é difícil entender certas ausências.
Tão pouco, sacrifícios.

A gente consume mais do que tem,
A gente se sustenta,
E acredita que somos capazes de suportar qualquer coisa.

Agarramo-nos a isso
E não precisa de mais nada.

Na hora do aperto, as reservas acabam.
E, de repente, um riso tímido
Presenteia nossos lábios.

É quando, então, descobrimos...
Que o infinito nunca acaba.

Ao contrário, é uma eternidade pra quem se foi e uma inquietude para quem fica.


(Marília Felix)

domingo, 21 de abril de 2013

Coração que vibra


No meio de todas as inconstâncias,
Algo se fazia constante.
Nada que pudesse explicar,
Mesmo que tentasse.
Nada que fizesse parar de bater.
Insaciável.
Imprescindível.
A parte mais bonita do que eu sou.
Um coração que vibra nos extremos de dois nós.
De nós!
Tem cheiro.
Tem sabor.
Liberdade de sentir e estar.
Necessidade de cada instante.
Alegria de qualquer lugar.

De tão tudo
Chega a ser próximo, mesmo na distância que é.

Marília Felix

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Perecível


Já faz um bom tempo que não consigo escrever como antes. Aliás, nada mais é como antes. Quisera eu conhecer melhor todas essas mudanças. Quem me dera reviver alguns arco-íris do passado. Sofro por causa do meu espírito de juntar sentimentos, de querer abraçar o que não consigo. Tudo que sinto tropeça na saudade. Viver sob um sonho que às vezes parece perecível demais. Então olho pro céu estrelado. Meu coração dispara. Minhas palavras viram fumaça ao vento, misturo-me com a fumaça, tudo vira saudade, e quem sabe, um sorriso.

Marília Felix

sábado, 1 de setembro de 2012

Entre versos rabiscados, eu desato os nós.



Sentimentos são como sons
Eles ecoam na gente
E às vezes não entendemos
Outras vezes falam alto

Esse som em mim
Que eu compreendo
Não quero dizer nem acreditar
Só quero senti-lo
Ouvi-lo falando baixinho pra mim

Que a gente enriquece nas menores coisas.
Sejam pequenas, porém, sinceras.

Meus queridos,
peço desculpa pela ausência aqui no Blogger.
 Tudo tão corrido em minha vida.
Comecei a escrever minha Monografia, e por isso, a ausência.
Mas meus devaneios e vocês já estão entrelaçados em meu coração.
Infinitas saudades.

Mariília Felix