quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dentro de nós


Dentro de nós, há momentos sós
Momentos sem voz
Há pedaços, dedilhados em pele na qual não se vê

Dentro de nós, há escritos
Versos transcritos, a serem lidos
A serem consumidos...

Folhas brancas que puncionam nosso coração
Que evaporam a nossa emoção
Evapora em verde, em querer-te

São palavras ao avesso
Que rasgam o véu da nossa alma
E libertam o nosso eu bem longe...
Longe, onde o pôr-do-sol se esconde

Dentro de nós, há um Sol
Sol que brilha, que irradia

Que ilumina os olhos do coração
Que vem com vontade de revolução

Uma essência a gritar, a clamar
A chegar!
Chega devagar...
De vagar...
(Marília Felix)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Urgênica de ser

A vida é sempre tão apressada!
Todos estão sempre muito ocupados. Sempre em busca de algo. De alguém...
Que preencha um vazio, que complete uma vida...

Mas às vezes essa busca parece tão inatingível, tão imaginária.
A gente busca uma coisa hoje, e amanhã já quer outra...
Conquistamos algo e logo em seguida já não é mais aquilo que desejamos. 
Então, a busca reinicia!

Ah, vai entender o ser humano! Ele tem dessas coisas.
Dessa urgência de ser, de estar, de amar, de sofrer...
De estar sempre focado no futuro. Do presente nunca ter a sua totalidade.
Parece que a felicidade está sempre lá, na frente, mais adiante...

Na urgência do ser TUDO, deixa-se de lado a felicidade e a vida acaba passando.
Acaba desgastando!

Felicidade é o conjunto de hoje.
É a conquista dos ideais.
É saber lidar com as mudanças internas e externas.
É um sorriso, é um abrigo, é um amigo!

A maior felicidade é aquela em que você pode compartilhá-la.
Às vezes dá um trabalho, gasta tanta energia...
Mas isso é o gostoso da vida:

Nunca usar guardanapos, talheres, garfos ou facas...
LAMBUZE-SE!
E seja feliz, por sua própria obrigação!

(Marília Felix)
Beijos amigos!
:))

terça-feira, 21 de junho de 2011

Coração Humano


Como faz com toda gente,
A vida já aprontou tantas comigo, 
Já me testou emocionalmente de tantas maneiras, 
Já cansou tanto a minha beleza com suas armadilhas medidoras de FÉ

Que, no fim das contas,
Ou aqui bem no meio delas, 
Ela me trouxe a graça e a liberdade de experimentar viver
Com um coração que não é de todo valente, 
Mas que é humano. 

Coração humano é feito para o afeto, 
Quer a gente consiga viver ou não esse chamado. 

Coração humano é feito as borboletas,
Imaginado para espalhar pólen de luz, alegria, bondade, amor,
De incontáveis jeitos, nesse imenso jardim, 
Com a vantagem preciosa de geralmente viver muito mais tempo do que elas. 

Coração humano, por essência, é criador de beleza. 
É rascunho de Deus pra gente passar a limpo. 

E quanta dor acontece, meu Deus, porque a gente não passa. 
Que me desculpem os apáticos: 
Não tenho medo de sentir, eu sinto muito.

sábado, 18 de junho de 2011

Olhares


Outros olhares se fazem em mim...

A busca de ruas desconhecidas
A correr atrás do arco-íris
A per(cor)rer a cor da íris da alma
E retocar os meus esboços rascunhados

Sofrer dores não foi querido
Sentir cheiros, foi escolhido
Desfrutar sabores, permitido
Mergulhar nos escuros e d(t)ensos pantanais...
Modelou-me os traços inacabados

Sou apenas a metade do que não fui
A parte que falta, ainda falta
Se deteriora, se desmancha
Se aparta e se farta em mim
By Sil Villas-Boas

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Passagens


O sabor está nas passagens.
O definitivo é cansativo demais.  
Tudo que não muda nos condena, nos condiciona.
O bom da vida é saber que passa.
Um fim de tarde com toda a sua beleza não cabe no tempo.
E por isso ele se vai.
A beleza está nos intervalos, 
Nos espaços de luz em que a sombra já se mostra.