sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Às vezes, falta linha para conversar com meus botões..."

[Fabrício Carpinejar]
Momentos em que o silencio é a melhor forma de expressão...
Por que hoje eu percebi que apesar da chuva em meus olhos,
 eu ainda posso sorrir diante das maravilhas da vida!
Eu ainda posso chorar de emoção, felicidade, saudade...
E que a esperança de dias melhores vai apascentar esse vácuo.
E todas essas metanoias um dia vão passar...
(Marília Felix)


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Razão de Ser...

Invejo - mais não sei se invejo - aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que pode escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
[Fernando Pessoa]


terça-feira, 23 de novembro de 2010

"O amor não suporta perdas...

E uma forma de não perder é transformar a experiência que não existe em poesia ou literatura."
[Rubens Alves]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

... por que palavras, são só palavras!

 O tempo me recolhe e me faz acreditar na certeza de que tudo isso passe!
Por que eu já não suporto ter que segurar lágrimas e disfarçar sorrisos;
Eu já não aguento, ter que prender tantos sentimentos
que gritam para serem expressos...
E todas essas verdade estranhas, esses pensamentos sem fim, que
reprimem e aprisionam meus sonhos.
É essa tal vida, na qual você se sente presa de você mesma, satisfazendo as 
vontades alheias, enquanto seus verdadeiros desejos tornam-se mudose suas emoções continuam a transbordarem de dentro d'alma....
E onde ficam as mihas circunstâmcias?
Se viver para a sociedade é ter que suportar "tudo isso", o que me resta 
é passar os demais dias em minha 'bolha', expandindo a consciência
e vivendo a minha realidade,  
onde não há certo, não há errado, há apenas eu...
E as minhas circunstâncias!

(Marília Felix)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Versos Baldios

 
Hoje eu decidi que vou sofrer ainda mais!
Entretanto, Não vou ter medo de errar, nem de me arriscar
E aos poucos eu vou me construindo, tudo vai fluindo
Até essa abstinência passar [...]
(Marília Felix)

Olhar além

 Por Rogna Costa

A aurora desperta reluzente como quem tem algo bom para me oferecer, me lança forças que andei buscando em outras atmosferas cativantes, mas descontentes.
Passos tortuosos foram dados, espinhos me feriram deixando marcas que só agora começam cicatrizar, com o soar dos ventos que anunciam uma nova canção.
Joguei sementes por onde firmei minh’alma. Colhi os frutos amargos e eis o tempo que os frutos doces enchem minhas mãos.
Ah, se esse momento pudesse eternizar! Mas não teria graça, a luz em excesso incomoda. Às vezes, é preciso o vazio, a penumbra, para almejarmos as coisas simples, que podem nos tornar radiante a cada dia, dependendo do olhar que se derrama.
É tosco para quem não enxerga além, para quem não sente o querer, para quem não se dá inteiramente.
E quando a existência parecer insignificante, olharei novamente para o horizonte e lembrarei de que a inércia não faz parte dessa trama, que muitas ‘águas irão rolar’ e o melhor ainda está por vir.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ao invés de um ponto, uma vírgula

Lembrar do passado, me faz ficar abraçada de sentimentos, sendo o mais profundo deles, a saudades. Esse leve sentimento de pesar despertado pela lembrança de pessoas muito estimadas, de lugares agradáveis, numa época boa. E como eu queria vivenciar tudo isso novamente, aproveitar ainda mais aqueles momentos que hoje são apenas lembranças, recordações... Queria congelar tudo aquilo! E se pudesse voltar ao passado, não teria perdido tanto tempo com coisas fúteis... Foram tantos os momentos que nem me interessei em saber se estava tudo bem; E se alguém precisava de mim? Um beijo, um abraço, um carinho... Agora tudo isso é tão difícil. A saudade me corre aos poucos, e por mais eu tente lembrar os lindos momentos que vivemos, a tristeza dessa ausência acaba se sobrepondo sobre tudo. Por que falta um pedaço de mim! Hoje, percebo que em vocês em tinha tudo. Que entre o nosso viver, o meu coração explodia de tanto amor, mas que agora, o meu tudo é quase sempre nada... Vocês sempre serão: o abraço que me oferece mais calor, o sorriso que mais precisarei para sorrir, o sonho que mais lutarei para conseguir e a saudade que nunca poderei evitar! Por que tentar entender o “por que” de tudo isso esses anos, me fez crer que o segredo da vitória no amor, está na paciência de saber sofrer! 
(Marília Felix)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A imensidão do Amor


Por Fabiana Alencar

Porque me tomas, oh! Imenso amor?
Se nas águas do teu mar eu me afoguei;
Foi através de vós que conheci a dor;
E só foi em vós que eu me encontrei.

Em teus horizontes eu me perdi;
Na tua complexidade eu me achei;
Com mentiras e verdades eu me iludi;
E no teu universo de incertezas me magoei.

Não brincas comigo se não queres me amar;
Pois minha vida está em ti, oh! Sublime amor;
Tu não devias ser eterno. Mas, parece que nem mesmo a morte conseguirá te levar;
És a minha sanidade e a loucura, és o frio e o calor.

Agora imploro a ti que não me jogues ao léu na imensidão do teu mar;
Já que tu vives em mim, sede-me as tuas asas pra voar;
Resgata-me desse lugar, apagas o ardor que queima em meu coração;
Faças com eu passe de ré a realeza, contempla-me oh! Imenso amor com a tua imensidão.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tardes de Primavera


 Por Alina Alencar
Violetas na janela
Enobrece o coração
Vendo o sol de primavera
Aquecendo-as sobre o chão.

O céu torna-se claro
No vento, sopra-se um frescor.
Observa-se de modo vago
Os passos do criador!

Esbanja-se tanta beleza
Em tardes de primavera,
Ofuscado com certeza
O momento de quimera.

Sinfonia radiante
Tem as mãos do redentor
Em sopros de vida relevante
Demonstra-nos o que formou.

sábado, 30 de outubro de 2010

Apenas vestígios

Por Rogna Costa
Em meio às vozes que me mandam calar...
E essa noite que recolhe minhas aspirações mais ternas...
São tantos os motivos que me pedem para tirar de mim o que na prática nunca pode ser meu!
Ontem querer-te me fazia entoar as notas mais suaves, me fazia fechar os olhos, me agitava a respiração.
Teu semblante era a imagem que me vinha à mente ao despertar, tua voz era o som que renovava minhas esperanças em todas as fases do luar.
Quanta coisa mudou!
Hoje tua presença estremece meu corpo, mas não com agrado, e sim como uma onda que te quer longe, cada vez mais longe.
A razão zomba de mim, pois a abandonei no meio do caminho, quando tudo o que diz respeito a ti abalava meu mundo com encantos.
Sei que o sentimento que meu peito guarda com esmero não é o bem maior, não é amor. O amor não encarcera a alma, o amor não detém os passos de quem busca construir algo bom. E isso, eu sei, não é amor.
Sinto que amanhã não restará sequer uma gota desse mar que me consome, o nó da garganta desaparecerá e respirarei aliviada.  As belezas concretas se encarregarão de jogar ao vento os caprichos de um sonho que passou.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Máscara



 E depois de ontem, a incerteza me consome aqui dentro
Na esperança de que tudo isso passe...
Que todas essas vozes jubilantes,
que me escravizam em ti, se manifestem em outro lugar.
E são com essas expectativas que me estremecem,
que hoje a máscara cai;
E toda aquela fantasia que cobria o meu rosto como um disfarce
Nada mais é agora, do que a minha imagem sem a tua proteção.

(Marília Felix)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Equilíbrio


E o que almejo de tudo isso?
De todas essas tentativas que travam
o meu espírito da afável melodia dos teus versos;
Será isso mesmo real?
Ou talvez uma ilusão inacabada do meu íntimo?
Ainda com essa incongruência, eu não consigo resistir
aos teus olhares, que atentam o meu sorriso
e me oferecem esperança de um dia te ter...
E nesta veracidade que se dissolve,
sobre o efeito estável que você tem sobre mim,
Tento conquistar o equilíbrio,
Na tentativa de quem sabe um dia,
Encontrar a resposta da saída que me liberte de ti.

(Marília Felix)

Sem resposta



Que serei eu assim vivendo sem ti?
Se o meu amor exacerbado é tão retumbante
quanto o léxico dos sonhos contigo;
Dormir, sonhar, acordar...tanto faz...
Se a tua imagem não sai do meu semblante
Ela roubara todos os meus pensamentos
E antes eu, que era o que pensava
Agora vivo com o âmago à espera do teu amor;
E mesmo sabendo que nunca poderei ser correspondida
Prendo-me a estes teus braços, que me carregam dia e noite
na ilusão constante em que vivo.
Viver assim, com esse paradoxo de sentimento platônico,
com toda essa ideologia errônea que não me satisfaz...
Minutos passam e o meu desejo continua sem resposta
Mas mesmo assim, seguirei com esta prosopopéia sonolenta
que me acalenta veemente.

(Marília Felix)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meus Devaneios


Estou à tempos tentado conjecturar
o valor que tu representas para mim;
E nesta profundidade de sentimentos agudos,
tento discernir a acepção do que realmente sinto por você.
E tudo isso chegou sem eu saber por que...
e em meio desses relampejos, nos limítrofes d’alma
tenho consciência das coisas que eu não sei dizer;
E mesmo o Sol não brilhando,
ainda espero as estrela caírem
sobre a benevolência irrevogável do que sinto.
E toda essa penumbra, esse medo...
não são nada em presença do que tem aqui dentro,
que eu sei que ninguém pode roubar.
E tento não ter pressa
Por que sei que tudo vale à pena
Que dias ruins existem, mas que um dia vão passar...
E assim vivo, nesta imutável desordem
de anseios que afogam-me dia e noite,
mas ao mesmo tempo majoram o alento
dos meus devaneios.

(Marília Felix)