sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ao invés de um ponto, uma vírgula

Lembrar do passado, me faz ficar abraçada de sentimentos, sendo o mais profundo deles, a saudades. Esse leve sentimento de pesar despertado pela lembrança de pessoas muito estimadas, de lugares agradáveis, numa época boa. E como eu queria vivenciar tudo isso novamente, aproveitar ainda mais aqueles momentos que hoje são apenas lembranças, recordações... Queria congelar tudo aquilo! E se pudesse voltar ao passado, não teria perdido tanto tempo com coisas fúteis... Foram tantos os momentos que nem me interessei em saber se estava tudo bem; E se alguém precisava de mim? Um beijo, um abraço, um carinho... Agora tudo isso é tão difícil. A saudade me corre aos poucos, e por mais eu tente lembrar os lindos momentos que vivemos, a tristeza dessa ausência acaba se sobrepondo sobre tudo. Por que falta um pedaço de mim! Hoje, percebo que em vocês em tinha tudo. Que entre o nosso viver, o meu coração explodia de tanto amor, mas que agora, o meu tudo é quase sempre nada... Vocês sempre serão: o abraço que me oferece mais calor, o sorriso que mais precisarei para sorrir, o sonho que mais lutarei para conseguir e a saudade que nunca poderei evitar! Por que tentar entender o “por que” de tudo isso esses anos, me fez crer que o segredo da vitória no amor, está na paciência de saber sofrer
(Marília Felix)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A imensidão do Amor


Por Fabiana Alencar

Porque me tomas, oh! Imenso amor?
Se nas águas do teu mar eu me afoguei;
Foi através de vós que conheci a dor;
E só foi em vós que eu me encontrei.

Em teus horizontes eu me perdi;
Na tua complexidade eu me achei;
Com mentiras e verdades eu me iludi;
E no teu universo de incertezas me magoei.

Não brincas comigo se não queres me amar;
Pois minha vida está em ti, oh! Sublime amor;
Tu não devias ser eterno. Mas, parece que nem mesmo a morte conseguirá te levar;
És a minha sanidade e a loucura, és o frio e o calor.

Agora imploro a ti que não me jogues ao léu na imensidão do teu mar;
Já que tu vives em mim, sede-me as tuas asas pra voar;
Resgata-me desse lugar, apagas o ardor que queima em meu coração;
Faças com eu passe de ré a realeza, contempla-me oh! Imenso amor com a tua imensidão.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tardes de Primavera


 Por Alina Alencar
Violetas na janela
Enobrece o coração
Vendo o sol de primavera
Aquecendo-as sobre o chão.

O céu torna-se claro
No vento, sopra-se um frescor.
Observa-se de modo vago
Os passos do criador!

Esbanja-se tanta beleza
Em tardes de primavera,
Ofuscado com certeza
O momento de quimera.

Sinfonia radiante
Tem as mãos do redentor
Em sopros de vida relevante
Demonstra-nos o que formou.

sábado, 30 de outubro de 2010

Apenas vestígios

Por Rogna Costa
Em meio às vozes que me mandam calar...
E essa noite que recolhe minhas aspirações mais ternas...
São tantos os motivos que me pedem para tirar de mim o que na prática nunca pode ser meu!
Ontem querer-te me fazia entoar as notas mais suaves, me fazia fechar os olhos, me agitava a respiração.
Teu semblante era a imagem que me vinha à mente ao despertar, tua voz era o som que renovava minhas esperanças em todas as fases do luar.
Quanta coisa mudou!
Hoje tua presença estremece meu corpo, mas não com agrado, e sim como uma onda que te quer longe, cada vez mais longe.
A razão zomba de mim, pois a abandonei no meio do caminho, quando tudo o que diz respeito a ti abalava meu mundo com encantos.
Sei que o sentimento que meu peito guarda com esmero não é o bem maior, não é amor. O amor não encarcera a alma, o amor não detém os passos de quem busca construir algo bom. E isso, eu sei, não é amor.
Sinto que amanhã não restará sequer uma gota desse mar que me consome, o nó da garganta desaparecerá e respirarei aliviada.  As belezas concretas se encarregarão de jogar ao vento os caprichos de um sonho que passou.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Máscara



 E depois de ontem, a incerteza me consome aqui dentro
Na esperança de que tudo isso passe...
Que todas essas vozes jubilantes,
que me escravizam em ti, se manifestem em outro lugar.
E são com essas expectativas que me estremecem,
que hoje a máscara cai;
E toda aquela fantasia que cobria o meu rosto como um disfarce
Nada mais é agora, do que a minha imagem sem a tua proteção.

(Marília Felix)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Equilíbrio


E o que almejo de tudo isso?
De todas essas tentativas que travam
o meu espírito da afável melodia dos teus versos;
Será isso mesmo real?
Ou talvez uma ilusão inacabada do meu íntimo?
Ainda com essa incongruência, eu não consigo resistir
aos teus olhares, que atentam o meu sorriso
e me oferecem esperança de um dia te ter...
E nesta veracidade que se dissolve,
sobre o efeito estável que você tem sobre mim,
Tento conquistar o equilíbrio,
Na tentativa de quem sabe um dia,
Encontrar a resposta da saída que me liberte de ti.

(Marília Felix)

Sem resposta



Que serei eu assim vivendo sem ti?
Se o meu amor exacerbado é tão retumbante
quanto o léxico dos sonhos contigo;
Dormir, sonhar, acordar...tanto faz...
Se a tua imagem não sai do meu semblante
Ela roubara todos os meus pensamentos
E antes eu, que era o que pensava
Agora vivo com o âmago à espera do teu amor;
E mesmo sabendo que nunca poderei ser correspondida
Prendo-me a estes teus braços, que me carregam dia e noite
na ilusão constante em que vivo.
Viver assim, com esse paradoxo de sentimento platônico,
com toda essa ideologia errônea que não me satisfaz...
Minutos passam e o meu desejo continua sem resposta
Mas mesmo assim, seguirei com esta prosopopéia sonolenta
que me acalenta veemente.

(Marília Felix)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meus Devaneios


Estou à tempos tentado conjecturar
o valor que tu representas para mim;
E nesta profundidade de sentimentos agudos,
tento discernir a acepção do que realmente sinto por você.
E tudo isso chegou sem eu saber por que...
e em meio desses relampejos, nos limítrofes d’alma
tenho consciência das coisas que eu não sei dizer;
E mesmo o Sol não brilhando,
ainda espero as estrela caírem
sobre a benevolência irrevogável do que sinto.
E toda essa penumbra, esse medo...
não são nada em presença do que tem aqui dentro,
que eu sei que ninguém pode roubar.
E tento não ter pressa
Por que sei que tudo vale à pena
Que dias ruins existem, mas que um dia vão passar...
E assim vivo, nesta imutável desordem
de anseios que afogam-me dia e noite,
mas ao mesmo tempo majoram o alento
dos meus devaneios.

(Marília Felix)