segunda-feira, 14 de março de 2011

Quem gosta de diminutivos, definha!

Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Até que chegou um dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As bozinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
Ph neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.
 (Martha Medeiros)


Feliz dia da Poesia para todos vocês!
“...porque tu sabes que é de poesia minha vida secreta!”

sábado, 12 de março de 2011

Pois é dando, que se recebe...


Cada vez que a gente AMA uma pessoa,
A gente leva um prejuízo grande!
Porque cada vez que amamos uma pessoa de verdade,
Ela leva um pouquinho de nós...

Talvez a vida seja como aquela regra da Matemática:
Onde o menos vale mais.
Quando o verdadeiro amor prevalece em nosso coração,
A gente sente que dali, ao invés de você dar, você está recebendo!

E é assim que a gente “fica grande cada vez que a gente ama uma pessoa de verdade”!
O amor tem sempre dessas coisas: 
Tornar-nos grandes, maiores e bem largos...

Que a força da Poesia possa nos ensinar 
A olhar nos olhos de quem amamos e dizer:
Eu te amo e é isso que reascende o brilho nos meus olhos!

 Ótimo fim de semana a todos...
(Marília Felix)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Fazemos poesia, fazemos prosa!

Sou de uma geração de mulheres mal comportadas!
Com pouca vocação para alegrias tímidas, quiçá soluços ou dissabores.

Mulheres que gostam do cru e do belo.

E que não estão aqui para serem as “bonitinhas”
Estão aqui para aprender e para ensinar.

Fazemos poesia, fazemos prosa!
Descascamos diálogos até deixá-los em fratura exposta.

Sabemos como ninguém sorrir com os olhos
Podemos gargalhar com o corpo todo
E chorar encolhidas num canto.

E sabemos
Nossa como sabemos
Ser dramáticas, intensas, transitórias e felizes...

Somos de uma geração de mulheres
Que não se completam com “coisinhas” ou meio termo.

Enfim, deixamos de ser as coitadinhas...

Sou de uma geração de mulheres que se aceitam
Com seus defeitos e suas qualidades.
Sem perder a doçura e o brilho do olhar.
Por RosaMaria Roma

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amigas são como flores...


E juntas plantamos um jardim
Regamos com carinho e amor
E como o cheiro do jasmim
Nossa amizade se firmou...

Ela harmoniza toda terra
Desabrocha em varias cores
Tornou-se amizade sincera
Esse jardim tão colorido de flores

Eis que surge o girassol
É Angélica sempre linda e iluminada
Irradiando-nos com seu Sol
Deixando as outras flores mais animadas

E desabrocha a vitória-régia
Kaká com seu jeito a aparecer
Com seu “há” de menina séria
Encanta todos que a vê!

Lindas flores são as magnólias
E Flavinha sempre tão “atrevida”
Dentre todas é a mais charmosa
Não deixando sua beleza escondida

As margaridas surgem em calmaria
Trazendo paz aquele ambiente
Assemelham-se a ela, a Marília
Com seu jeito meigo e inteligente

Tulipas esbanjam sempre beleza
Prosperidade, independência e harmonia
Marianne afirma com toda riqueza
Que a liberdade é o que a contagia

Raras são as orquídeas
E Fabiana a elas se compara
Protege sempre suas amigas
O que a torna uma flor tão cara

Escondida entre os canteiros
Eis que desabrocha o pingo-de-ouro
Aninha ilumina o jardim inteiro
Trazendo sempre seu tesouro

Os lírios desabrocham todo ano...
Colorindo o jardim com sua pureza
Alina como sempre é um encanto
Para que todas as flores unidas permaneçam!
(Alina Alencar)

terça-feira, 8 de março de 2011

Flutuando nas palavras


Mergulho surdamente no mundo das palavras...

E lá encontro, poemas a serem escritos
Sentimentos a serem correspondidos
Amores em sentido anti-horário
Todos sós e mudos, em estado de dicionário

Afogo-me diante das palavras
Todas elas, em busca da mesma jornada
A procura de um poema, uma frase pequena
Um universo de letras bem extensas...

Questiono meus poemas antes de escrevê-los
Espero que cada um se realize. Sem desespero!
Consumo-os com seu poder de palavra
Para que cada linha se encontre na mesma estrada

E assim, eu procuro o poema certo
Que se encaixe, se organize, bem discreto
Um verso, uma rima pra me completar...
E o meu poema eu acabei de formar!
Flutuando nas palavras...
(Marília Felix)

domingo, 6 de março de 2011

Sem meio termos...


  Tenho cabeça, coração e me respeito.
Acredito em sonhos, não em utopia.
Mas quando sonho, sonho alto.
Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje, amanhã já me reinventei.
Sou complexa, sou mistura. Me perco, me procuro e me acho.
E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
Não me doo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor.
Ou sou tudo ou sou nada.
Não suporto meio termos.
[Clarice Lispector]

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deixe-me Ser!

Eu não me preocupo tanto com o que acham de mim.
Quem geralmente acha, não achou,
Nem sabe ver a beleza dos meus avessos,
Que nem sempre eu revelo...
O que me
salva não é o que os outros andam achando de mim,
Mas o que Deus sabe a meu respeito.
Eu só dou valor às palavras e pensamentos produtivos, construtivos,
Normalmente vindos de pessoas que me amam verdadeiramente.
[Pe. Fábio de Melo]

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ver-sós

E o verdadeiro poema está no olhar...
Na cor de dentro do corpo,
Na imagem projetada em nossa alma,
Nas palavras que escorregam de nossos olhos

E assim a gente segue os versos
Completando as estrofes...

Insistindo em desentortar os caminhos,
Construir castelos sem pensar nas ventanias
Manter o “buquê de sorrisos” no rosto
Apesar das cachoeiras em nossos olhos

Por que aprendi que a vida é assim:
Meio áspera, meio encantada...

E lá vou eu, meio que sem rumo,
Nas minhas tentativas: Ver-sós
Às vezes meio cega, às vezes meio fraca
A tentar acertar os passos.
Com lágrimas de felicidade...
(Marília Felix)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mulher Flor

Chegue mais perto
E com um censo curioso
Me olhe, me estude, escute a minha voz...

Análise meus erros, meus acertos
Sinta minha essência
Veja além da aparência
Até chegar a um ponto final!

Chegue mais perto de mim,
Veja minhas pétalas
Sinta meu perfume
Regue a minha alma
E observe que meu jardim irá mudar!

Leia-me como quiser
Pétala a pétala...
E vá desfolhando o tempo.

Perceba os sinais de mudança
De cores, de amores, de flores...
Uma flor como a gente
Pois somos sementes, do que ainda virá!
(Marília Felix)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre a vida:

Minha doce donzela!
Enfrente a tempestade noturna, como os pássaros.
Ao amanhecer, mesmo com seus ninhos derrubados,
Eles cantam sem palco e platéia!
Para eles a vida é uma grande festa!
                
Minha querida princesa!
Não tenha medo da vida,
Tenha medo de não viver;
Não tenha medo de cair,
Tenha medo de não caminhar.

Rasgue seu coração, entregue-se,
Deixe este aventureiro descobri-la!
(O Futuro da Humanidade - Augusto Cury)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conheço uma menina dos versos

Uma menina com poses delicadas
Uma menina com Sorriso discreto
Uma menina com Olhar misterioso

Cara de menina mimada
Um que de esquisita
Uma sensibilidade de flor
Um jeito encantado de ser
Um toque de intuição
Um tom de doçura

Menina que reflete lilás
Um brilho de estrela
Uma inquietude
Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.

Ela é intensa e tem mania de sentir por completo
De amar por completo
E de ser por completo.

Dentro dela tem um coração bobo
Que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.

Numa mistura de menina romântica com um gosto ácido de mulher moderna.


Esse texto é um presente de uma Rosa querida.
De acordo com ela essas palavras revelam traços de minha personalidade.
Fiquei lisonjeada com a homenagem vinda de uma flor tão querida!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Faça parte do contexto

A partir de sempre...
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto

Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a frase
Nem a crase nem a vírgula e ponto final!

Afinal
A má gramática da vida nos põe entre pausas.
Entre vírgulas!

E estar entre vírgulas é oposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos.
Sendo apenas um sujeito simples.
O sujeito e sua oração.
Sua pressa, sua prece…

Que enxerguemos o fato de termos acessórios para a nossa oração.
Assim, separados ou adjuntos, nominais ou não
Façamos parte do contexto
Sejamos todos capas de edição especial!

Mas sejamos também a contra-capa,
porque ser a capa e ser a contra-capa é a beleza da contradição.
Por: RosaMaria Roma:Deslizes Poéticos 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ilumine-se!

As estrelas são todas iluminadas...
Não seria para que cada um possa ter a sua?
(Antoine de Saint-Exupéry)
E que cada um possa deixar seu Céu mais confortável, mais estrelado...